Tenho que repensar na minha vida, agora que o petiz faz parte dela.
O que fazer, o que pensar, o que agir é tão importante neste momento como respirar.
Por isso penso e repenso em mim, nele e em nós.
E sim, já sou mãe! Este é o tão esperado petiz!
Estou mais feliz que nunca!!!! E que esta felicidade nunca acabe!
AMO-TE FILHO, SEMPRE!
Estou irritada, chateada e desiludida.
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Ontem, durante a minha caminhada, eu, a mãe e a amiga da mãe falávamos sobre o destino.
Será que ele existe mesmo ou, somos realmente nós que o criamos? É algo que provavelmente nunca iremos saber, mas há situações que nos deixam a pensar.
A mãe, 4 dias antes de casar com o pai, descobriu que havia outra mulher. Mesmo assim casou e já lá vão 28 anos de vida em comum. Balanço?! Como todo o casamento, momentos bons e momentos maus. A mãe acha que vai envelhecer ao lado do pai. Os seus ultimos dias serão partilhados com ele. É o destino, diz-me ela.
A amiga da mãe acaba de se divorciar. O ex-marido tinha outra pessoa e, como tal acabou com um casamento de 16 anos. Ela assim que conheceu o seu ex-marido diz que foi amor à primeira vista. Sentia borboletas a toda a hora... Mas do que lhe serviu tanta borboleta? Enfim... Diz ela que tem um karma. Uma situação por resolver. Já antiga, mas que tem que resolver.
Eu, também tinha uma situação por resolver. Uma situação pendente. No inicio do milénio comecei uma relação que durou até 2008. Éramos felizes. Discussões eram muito raras ou inexistentes e chegámos a partilhar casa. Partilhámos muitas coisas, digamos. Afinal foram anos de convivência. Mas eu tinha a minha situação pendente, a minha situação por resolver. Em 2002/2003 conheci o meu actual namorado. Ficámos amigos imediatamente. Ele ouvia-me sempre que eu precisava. Estava lá sempre para mim. Era aquele amigo para sempre, que nada me faria separar dele.
Mas separámo-nos. Durante uns tempos não dissemos nada um ao outro, até ele me pedir autorização para casar. Fiquei feliz por ele! Finalmente encontrara alguém com quem partilhar a vida. Mas poucos meses depois daquele pedido de autorização, encontrámo-nos para um almoço. Já não havia casamento, mulher ou sonhos eternos. Tinha tudo acabado. Mas eu, continuava com o meu relacionamento... Contudo confesso, que depois daquele almoço, nunca mais senti o mesmo. E a partir desse dia muita coisa mudou... Quis o destino que passassemos de amigos a namorados e, daqui a umas semanas, de namorados a pais! Acabei por resolver a minha situação pendente. Mas sinceramente?! Às vezes dou por mim a pensar como o destino funciona. É complicado. As coisas podiam ter sido simplificadas. Nem acredito às vezes que estou com ele e que o filho que espero é dele. Gostava que as coisas tivessem sido diferentes. Porquê esperar tanto se no final ficámos juntos? Provavelmente o encanto seria outro...
... Ao futuro melhor pai do mundo e ao melhor marido, namorado e amante!
AMO-TE SEMPRE! ![]()
. Destino